Página - Tarifaço norte-americano gera retração de R$ 66,8 bilhões na economia dos municípios brasileiros, aponta estudo da CNM
Tarifaço norte-americano gera retração de R$ 66,8 bilhões na economia dos municípios brasileiros, aponta estudo da CNM
Página Tarifaço norte-americano gera retração de R$ 66,8 bilhões na economia dos municípios brasileiros, aponta estudo da CNM
- 19/10/2026 às 13:23
Um diagnóstico inédito elaborado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que as sobretaxas comerciais impostas pelo governo dos Estados Unidos causaram prejuízos da ordem de R$ 66,8 bilhões à economia local de 1.135 cidades brasileiras. O mapeamento, compreendido entre agosto de 2025 e julho de 2026, registra a maior desaceleração no fluxo de exportações para o mercado norte-americano desde 2021, com recuo na participação das vendas externas de 12,3% para 9,4%. As perdas concentram-se prioritariamente nos segmentos de petróleo, café, suco de laranja, ferro-gusa e silvicultura.
Dos entes locais atingidos pelas restrições tarifárias, 271 cidades interromperam integralmente os embarques para o parceiro internacional, zerando receitas que anteriormente somavam R$ 588 milhões. Os demais 864 municípios contabilizaram uma diminuição média de 30% em suas faturas de exportação. O levantamento destaca ainda que 58% dos afetados, em sua maioria municípios de menor porte populacional, não obtiveram espaço para compensar a perda de demanda por meio do direcionamento a outros países.
A análise setorial indica reduções expressivas no volume embarcado de petróleo (-28%) e café (-43%), gerando impacto negativo de US$ 1 bilhão ao considerar as cinco principais cadeias produtivas. No setor de suco de laranja, a retração financeira ocorreu devido à desvalorização de 33,7% no valor médio do produto, a despeito da elevação de 13,6% no volume físico exportado. Já o segmento de ferro-gusa e os derivados de silvicultura registraram quedas simultâneas na quantidade comercializada e na cotação de venda.
Para mitigar os efeitos do cenário protecionista e salvaguardar a arrecadação e os postos de trabalho locais, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, defende o fortalecimento das cadeias produtivas internas e a busca por novos parceiros internacionais. A entidade disponibiliza suporte técnico para auxiliar os gestores municipais na elaboração de estratégias de desenvolvimento econômico local e diversificação comercial.
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