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Página - Municípios reforçam papel estratégico no combate ao trabalho infantil com novo plano nacional

Municípios reforçam papel estratégico no combate ao trabalho infantil com novo plano nacional

Página Municípios reforçam papel estratégico no combate ao trabalho infantil com novo plano nacional

Os municípios brasileiros terão papel fundamental na implementação do IV Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho (2026-2035), publicado pelo governo federal no último dia 25 de junho. O documento estabelece princípios, metas, objetivos e indicadores voltados ao fortalecimento da rede de proteção integral de crianças e adolescentes em todo o país.

Elaborado com a participação de representantes do governo federal, sistema de justiça, empregadores, trabalhadores, organizações da sociedade civil e organismos internacionais, além de consulta pública realizada entre fevereiro e março deste ano, o plano busca ampliar e qualificar as ações de prevenção e enfrentamento ao trabalho infantil.

Para as administrações municipais, a nova estratégia nacional reforça a necessidade de atuação integrada entre as políticas públicas de assistência social, educação, saúde, trabalho e direitos humanos, bem como dos órgãos que compõem o Sistema de Garantia de Direitos.

A identificação precoce de situações de trabalho infantil, o acompanhamento das famílias por meio do Sistema Único de Assistência Social (Suas), a articulação com o Cadastro Único e a atuação da rede socioassistencial são apontados como medidas essenciais para prevenir violações de direitos e garantir a permanência de crianças e adolescentes na escola.

Nesse cenário, os municípios desempenham papel estratégico na execução das ações do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Aepeti). No entanto, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta para a redução e a descontinuidade dos repasses federais destinados à política nos últimos anos.

De acordo com a entidade, em 2016 os municípios receberam R$ 84,1 milhões para execução das ações. Já em 2019, os recursos caíram para apenas R$ 4,7 milhões. Além disso, os entes locais ficaram seis anos sem receber repasses específicos, o que sobrecarregou as administrações municipais na realização de ações de identificação, proteção e monitoramento de crianças, adolescentes e suas famílias.

A CNM destaca ainda que o enfrentamento ao trabalho infantil depende da atuação coordenada entre União, estados e municípios, além do fortalecimento das políticas de proteção social. A elaboração ou atualização dos planos municipais de prevenção e erradicação do trabalho infantil, o funcionamento das comissões intersetoriais e a qualificação permanente das equipes técnicas são considerados instrumentos essenciais para a implementação das diretrizes nacionais.

Ferramentas de apoio à gestão

Com o objetivo de auxiliar os gestores municipais, a CNM disponibiliza às prefeituras filiadas acesso ao Conteúdo Exclusivo, que reúne ferramentas de apoio à gestão pública. Entre elas está a plataforma Observa Políticas Públicas, que permite acompanhar programas federais, incluindo o Aepeti, além de apresentar informações sobre repasses e cálculos de defasagem inflacionária dos programas.

A entidade informa ainda que, por um período de 30 dias, municípios não filiados também poderão acessar gratuitamente o Conteúdo Exclusivo.

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