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Página - IGD do Bolsa Família tem reajuste em 2026, mas Municípios seguem com recursos abaixo do necessário

IGD do Bolsa Família tem reajuste em 2026, mas Municípios seguem com recursos abaixo do necessário

Página IGD do Bolsa Família tem reajuste em 2026, mas Municípios seguem com recursos abaixo do necessário

O governo federal reajustou o valor de referência do Índice de Gestão Descentralizada do Programa Bolsa Família e do Cadastro Único (IGD-PBF) de R$ 3,25 para R$ 3,35, conforme a Portaria MDS nº 1.151/2026, publicada em 27 de janeiro. Embora o aumento atenda a uma reivindicação histórica da Confederação Nacional de Municípios (CNM), a entidade avalia que o novo valor continua insuficiente para cobrir os custos da gestão municipal e representa, na prática, a manutenção de um cenário de retrocesso no financiamento do programa.

Ao longo dos últimos anos, a CNM tem alertado o Governo Federal sobre a necessidade de recomposição dos recursos destinados à gestão do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família. A preocupação se intensificou após a Portaria MDS nº 1.041/2024, que reduziu o valor do IGD-PBF de R$ 4,00 para R$ 3,25. Na ocasião, a Confederação formalizou o pleito por meio dos Ofícios nº 69/2025 e nº 1.129/2025 e comunicou os Municípios sobre os impactos da medida, destacando os prejuízos para a execução local das políticas sociais.

Segundo o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o IGD-PBF é um instrumento essencial para garantir a qualidade da gestão municipal. O recurso financia atividades como atualização e acompanhamento dos cadastros das famílias, busca ativa, monitoramento das condicionalidades nas áreas de saúde e educação e capacitação das equipes técnicas. Instituído pela Lei nº 10.836/2004 e atualizado pela Lei nº 12.058/2009, o índice condiciona a transferência de recursos ao cumprimento de metas mínimas, calculadas a partir da Taxa de Atualização Cadastral (TAC), da Taxa de Acompanhamento da Frequência Escolar (TAFE) e da Taxa de Acompanhamento da Agenda de Saúde (TAAS), que terão novos parâmetros mínimos a partir de janeiro de 2026.

A situação se torna ainda mais preocupante diante da ampliação das responsabilidades municipais prevista para 2026, conforme a Portaria MDS nº 1.145/2026. Entre as novas exigências está a intensificação das entrevistas domiciliares para atualização cadastral, o que tende a aumentar significativamente a carga de trabalho e os custos operacionais das prefeituras. Para a CNM, a elevação do IGD-PBF para R$ 3,35 não acompanha essa ampliação de competências. A entidade lembra que, em 2023, o valor havia sido elevado para R$ 4,00 pela Portaria MDS nº 887/2023 e defende que o índice seja corrigido pelo IPCA. Caso essa atualização fosse aplicada desde a criação do programa, em 2006, o valor de referência hoje seria de aproximadamente R$ 7,19, evidenciando uma defasagem acumulada de mais de 114%.

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