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Página - Calendário Nacional de Vacinação passa a incluir segundo reforço da vacina contra a poliomielite aos 4 anos

Calendário Nacional de Vacinação passa a incluir segundo reforço da vacina contra a poliomielite aos 4 anos

Página Calendário Nacional de Vacinação passa a incluir segundo reforço da vacina contra a poliomielite aos 4 anos

O Calendário Nacional de Vacinação foi atualizado e, desde o dia 3 de agosto, passou a incluir a segunda dose de reforço da vacina inativada poliomielite (VIP) para crianças de 4 anos de idade. A mudança foi oficializada pelo Ministério da Saúde por meio da Nota Técnica nº 64/2026-CGICI/DPNI/SVSA/MS e reforça a estratégia nacional de prevenção contra a poliomielite.

Com a atualização, o esquema vacinal contra a doença passa a ser composto por cinco doses da VIP: três aplicações de rotina, aos 2, 4 e 6 meses de idade, seguidas por dois reforços, o primeiro aos 15 meses e o segundo aos 4 anos. A vacinação contra a poliomielite no Brasil permanece sendo realizada exclusivamente com a vacina inativada (VIP).

A orientação do Ministério da Saúde também prevê que crianças menores de cinco anos com esquema vacinal incompleto tenham a situação avaliada pelas equipes de saúde, para que recebam as doses necessárias conforme os protocolos de resgate estabelecidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Proteção mantida

A ampliação do esquema vacinal integra as ações permanentes do Governo Federal para manter o Brasil livre da poliomielite. O último caso da doença causada pelo poliovírus selvagem foi registrado no país em 1989, e, desde 1994, o Brasil é certificado como área livre da circulação do vírus.

Mesmo sem casos da doença há décadas, o Ministério da Saúde destaca que a manutenção de elevadas coberturas vacinais é essencial para evitar a reintrodução do poliovírus e garantir a proteção das crianças.

Orientações aos serviços de saúde

A Nota Técnica também reforça a necessidade de adoção das boas práticas de vacinação nos municípios, incluindo o monitoramento dos Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (ESAVI), a investigação de possíveis erros de imunização e o cumprimento de protocolos que assegurem a qualidade e a segurança da aplicação das vacinas.

Outro aspecto enfatizado é o registro obrigatório das doses aplicadas nos sistemas oficiais de informação, como o SI-PNI, o e-SUS APS (PEC ou CDS) e demais sistemas integrados à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). O registro adequado permite acompanhar a cobertura vacinal, atualizar a situação das crianças e subsidiar o planejamento das ações de imunização.

Papel dos municípios

A inclusão do segundo reforço da VIP reforça o compromisso do Sistema Único de Saúde (SUS) com a prevenção de doenças imunopreveníveis e evidencia a importância da atuação dos municípios na execução das campanhas e na atualização do calendário vacinal. A orientação é que as equipes de saúde intensifiquem a busca por crianças com vacinação em atraso e promovam ações para ampliar a cobertura, garantindo a proteção da população infantil contra a poliomielite.

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