Página - Cadastro Único impulsiona geração de empregos e contribui para queda histórica na desigualdade social em 2024
Cadastro Único impulsiona geração de empregos e contribui para queda histórica na desigualdade social em 2024
Página Cadastro Único impulsiona geração de empregos e contribui para queda histórica na desigualdade social em 2024
- 17/06/2025 às 13:58
- - Atualizado há um ano atrás
Fonte: https://www.gov.br/mds/pt-br/noticias-e-conteudos/desenvolvimento-social/noticias-desenvolvimento-social/cadastro-unico-responde-por-98-dos-empregos-gerados-em-2024-com-reducao-recorde-da-desigualdade
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelam que 98,87% das vagas de trabalho formal geradas em 2024 foram ocupadas por pessoas registradas no Cadastro Único (CadÚnico). O número reflete a forte inclusão produtiva promovida pelas políticas de transferência de renda e qualificação profissional.
Do total de 1,69 milhão de empregos criados no ano, 1,27 milhão (75,5%) foram preenchidos por beneficiários do Programa Bolsa Família, enquanto 395 mil (23,4%) por cadastrados que não recebem o benefício. Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, os números desmontam preconceitos. “O Caged mostra que as pessoas do Bolsa Família querem e estão trabalhando. Precisamos reconhecer isso e combater qualquer forma de estigmatização dos mais pobres”, afirmou.
Regra de Proteção fortalece inclusão produtiva
Um dos principais impulsionadores dessa participação foi a Regra de Proteção do Bolsa Família, que permite aos beneficiários manter 50% do valor do benefício por até dois anos após conseguirem emprego com carteira assinada, incluindo complementos para gestantes, crianças e adolescentes. Atualmente, 3,02 milhões de famílias são amparadas por essa medida, que será atualizada em julho para garantir mais equidade no acesso e priorizar quem realmente está em situação de vulnerabilidade.
Segundo o ministro, ter a carteira assinada não cancela o Bolsa Família. A nova política busca estabilidade, especialmente para trabalhadores sazonais, como os do agronegócio, ao considerar a média de renda dos últimos 12 meses, e não apenas os ganhos mensais isolados.
Avanços em 2025 reforçam tendência
Nos primeiros quatro meses de 2025, o cenário se mantém positivo: 75% das 920 mil vagas formais abertas entre janeiro e abril foram ocupadas por pessoas cadastradas no CadÚnico, com destaque para a participação feminina. O Ministério credita os bons resultados à integração entre programas sociais, ações de qualificação profissional e incentivo à autonomia econômica.
Desigualdade em queda e renda em alta
O impacto vai além do emprego. Em 2024, a renda do trabalho das famílias mais pobres cresceu 10,7%, índice 50% superior ao registrado entre os 10% mais ricos (6,7%). O crescimento médio da renda foi de 7,1% no ano. De acordo com estudo da FGV Social, com base na Pnad Contínua, esse cenário contribuiu para a maior redução da desigualdade social no Brasil em anos recentes.
Para o economista Marcelo Neri, que coordenou o estudo, o avanço decorre da combinação entre a recuperação do mercado de trabalho formal e os incentivos trazidos pela Regra de Proteção do Bolsa Família. “A queda da desigualdade em 2024 foi significativa, especialmente em termos de renda do trabalho”, avaliou.
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