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Página - Brasil Sem Fome reforça atuação em municípios com maior risco de insegurança alimentar

Brasil Sem Fome reforça atuação em municípios com maior risco de insegurança alimentar

Página Brasil Sem Fome reforça atuação em municípios com maior risco de insegurança alimentar

Após retirar o país do Mapa da Fome da ONU em 2025, o Governo Federal avança para alcançar as famílias que ainda enfrentam insegurança alimentar grave. A nova etapa do Plano Brasil Sem Fome prevê a implementação de um protocolo nacional voltado à integração de políticas públicas e ao atendimento prioritário dessa população.

A iniciativa busca fortalecer a articulação entre o Sistema Único de Saúde (SUS), o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), criando fluxos integrados para identificar, atender e acompanhar famílias que não possuem acesso regular à alimentação adequada.

O apoio técnico aos municípios será coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), por meio da Secretaria Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, conforme estabelece a Portaria nº 1.148. A prioridade inicial será dada aos 500 municípios com maior número absoluto de famílias em risco de insegurança alimentar grave, conforme o Indicador CadInsan. Mesmo assim, todos os municípios brasileiros poderão aderir ao protocolo e participar das formações disponibilizadas pelo Governo Federal.

Integração e apoio técnico

Entre os principais benefícios para os municípios participantes está o suporte técnico do Governo Federal e das Câmaras Intersetoriais de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisans) estaduais. A estratégia inclui a elaboração da Cartografia de Respostas Locais, ferramenta que mapeia ações e programas existentes no território e orienta a priorização do público identificado.

Outra medida prevista é a construção de um Fluxo Integrado de Atendimento Prioritário, iniciado com a aplicação da Triagem para o Risco de Insegurança Alimentar (Tria) na Atenção Primária à Saúde. O resultado é registrado no sistema e-SUS e integrado ao Cadastro Único, permitindo que famílias identificadas sejam tratadas como público prioritário em programas sociais, incluindo o Bolsa Família.

A proposta também visa qualificar o encaminhamento e o acompanhamento das famílias, aprimorando a coordenação entre as políticas públicas já existentes.

Experiência piloto

O protocolo já vem sendo testado em municípios da Ilha do Marajó (PA) — Santa Cruz do Arari, Cachoeira do Arari, Salvaterra e Ponta de Pedras — em parceria com o Instituto Federal do Maranhão e a Caisan do Pará. A experiência piloto tem contribuído para identificar desafios e aperfeiçoar a integração entre SUS, SUAS e Sisan nos territórios.

Adesão voluntária

A participação de estados e municípios é voluntária e será formalizada por meio da assinatura de Termos de Aceite e, quando necessário, adesão ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O apoio técnico inicial terá duração de 12 meses e será coordenado pela Secretaria Executiva da Caisan Nacional.

A estratégia reforça a atuação conjunta entre União, estados e municípios para avançar no enfrentamento à fome e ampliar a proteção social nos territórios brasileiros.

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