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Página - Boletim das Finanças Municipais alerta para desafios no financiamento da assistência social

Boletim das Finanças Municipais alerta para desafios no financiamento da assistência social

Página Boletim das Finanças Municipais alerta para desafios no financiamento da assistência social

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou uma nova edição do Monitor – O Boletim das Finanças Municipais, publicação que analisa a situação fiscal dos governos locais e traz um alerta sobre os desafios enfrentados para garantir a sustentabilidade da assistência social no Brasil.

Na edição nº 29, o boletim destaca os riscos relacionados ao financiamento do Sistema Único de Assistência Social (Suas). O estudo aponta que os Municípios continuam assumindo a maior parte dos custos dessa política pública, mesmo diante da instabilidade e da insuficiência dos repasses provenientes dos demais Entes federativos.

O levantamento reforça a relevância da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 383/2017, que estabelece a destinação mínima de 1% da Receita Corrente Líquida (RCL) da União, dos Estados e dos Municípios para o financiamento da assistência social. A proposta busca ampliar a previsibilidade dos recursos e fortalecer a rede de proteção social em todo o país.

De acordo com a análise apresentada no boletim, há um desequilíbrio no financiamento federativo da política. Enquanto os Municípios destinam, em média, entre 1,4% e 1,7% de suas receitas para a assistência social, os investimentos da União e dos Estados são consideravelmente menores, variando entre 0,2% e 0,8% da RCL.

A publicação também apresenta projeções indicando que, caso a PEC estivesse em vigor entre 2018 e 2024, os investimentos adicionais na área poderiam ultrapassar R$ 80 bilhões. Esse volume de recursos ampliaria significativamente a capacidade de atendimento e fortaleceria a rede socioassistencial nos Municípios.

Além da análise sobre a assistência social, o boletim aborda o cenário macroeconômico brasileiro, apontando crescimento moderado da economia, inflação ainda elevada e taxas de juros altas como fatores que impactam diretamente a gestão fiscal municipal. Nesse contexto, a CNM destaca que o fortalecimento do financiamento da assistência social é fundamental para garantir a continuidade dos serviços prestados à população mais vulnerável e promover maior equilíbrio no pacto federativo.

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